
... que afagam, acariciam com o seu jeito de tocar,
que mudas não precisam falar, mãos ansiosas,
carinhosas, que gesticulam sem chorar,
cujos gestos mudos são entendidos pelo olhar...
Que se tocam, se apertam, numa linguagem muda
mas sentida pelo toque, dizem adeus e um olá...
Mãos que provocam, apertam, fazem sonhar...
Que dão vida, mãos que escrevem versos,
oferecem flores, fazem chorar ...
Mãos abençoadas... Que acariciam, Mãos poderosas...
Que constroem, Mãos que consolam...
Que oferecem flores, Mãos que afagam...
Enxugam lágrimas, Mãos que falam...
Sem palavras, Mãos gentis... Que colaboram,
Mãos sutis... Que pintam sonhos, Mãos que oram...
Que toque suave que tem as tuas mãos,
Que afagam meu corpo cansado,
Que acena sorrindo pra mim,
Mãos sempre estendidas para o socorro,
Que ao tocar meu rosto tem o aroma de flores,
Mãos que se entrelaçam com as minhas,
Em gestos de aconchego e acalanto,
Mãos que conduzem, que orientam,
Doce sensação que tem o toque delas,
Que envolve meu corpo em abraços,
E que orienta meus gestos no ato do amor,
Mãos que se estendem,
Que é o meu tormento para uma carícia fina....
Que bom seria se as tivesse em minhas mãos a toda hora.
Longe da dor, Em lugar qualquer, onde a ventura mora.
Mãos que ferem, E que beijo na hora triste da despedida.
Mãos que tremem, Que pousam suavemente dentro das minhas,
Que fazem as minhas tremerem dentro das suas,
Mãos que o trabalho e a igualdade exalta,
Mãos que a luva de adeus veste,
Mãos, que seria minha glória poder viver sob o julgo delas,
Mãos ... que sob o afago morreria contente,
Um beijo eu daria nas suas mãos demoradamente.
As mãos, juntos com o olhar, talvez comuniquem, o que se fala,
o que se sente, muito mais do que o falar.
(Artista desconhecido)